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Trovão Tropical - 3D animation, design, coding, web

Ano
2026
Atuação
Software & IA
Trovão Tropical - 3D animation, design, coding, web

Agroecologia, arte e território. Três frentes que a Trovão Tropical carrega ao mesmo tempo — jornal, sementes nativas, abelhas, horta na favela, corpo ativo, design biofílico, coletivo de sementes — e que a Home precisava apresentar sem virar um menu disfarçado de site institucional. O desafio não era ilustrar um conceito, era dar território a uma marca que já nasce multidisciplinar.

Cenário, imagem, animação, código

A resposta foi construir cenários surrealistas: uma ilha suspensa no vazio, raízes escorrendo pro nada, cápsulas de floresta, uma casa na copa. Um território flutuante que funciona como metáfora — cada frente da marca (agroecologia, sementes nativas, corpo ativo, arte, comunidade) ganha um ponto de ancoragem dentro dessa mesma cena, em vez de uma seção isolada.

O processo foi em três camadas. Primeiro, imagem: dezenas de composições produzidas até fechar o enquadramento, a luz e a atmosfera que emulassem o cenário ideal. Depois, animação: a cena estática ganhou profundidade e movimento próprio. Só então, programação — transformar a peça animada num objeto que reage a scroll e hover, e não numa ilustração decorativa no topo da página.

Pesquisa de movimento — v1 a v8

As interações (hover, parallax, transições de menu, o comportamento da própria ilha) passaram por oito versões completas antes de fechar. Cada versionamento testou uma referência diferente, e foi esse acúmulo — não uma decisão única — que produziu a estética final: experimental, crua, deliberadamente fora do padrão institucional. O site assumiu um tom post-punk: tipografia pesada, atrito visual, grade quebrada.

Resultado

Home deixou de ser porta de entrada genérica pra virar território navegável: uma cena só, que carrega dentro dela agroecologia, arte e comunidade, com uma linguagem visual que assume o ruído como parte da identidade — não como acidente de produção.

O ruído virou DNA

na revisão dos recortes laterais que abrem cada seção — a "TVzinha" — apareceu um problema técnico: as imagens perdiam definição, pixelizavam. Em vez de tratar isso como erro a esconder, a saída foi incorporar: ancorar o DNA visual da marca nesse próprio recorte, puxando para uma estética de colagem punk — referência direta a Barbara Kruger.

O resíduo da imagem virou escolha de direção de arte, não limitação técnica disfarçada. Essa mesma pesquisa de linguagem bebeu de referências fora do universo agro/institucional, que ajudou a calibrar até onde a estética experimental podia ir sem perder legibilidade.

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